O mês em que Dilma, Serra e Alckmin gostariam de não ter logado no Facebook



Pode ter certeza: eles quiseram que Mark Zuckerberg nunca tivesse inventado essa joça

Por Simão Vieira de Mairins | 2 de dezembro de 2015

Cerca de uma semana depois que a barragem da Samarco/Vale/BHP estourou e começou a inundar o Rio Doce com lama de rejeitos tóxicos, a presidente Dilma Rousseff  resolveu visitar a área. A demora e o silêncio já eram vexatórios. Mas a equipe de mídias sociais da presidência conseguiu piorar a situação, ao soltar uma peça no Facebook anunciando a viagem como se convocasse a população para uma festa. A turma não perdoou.

Mas tudo bem. O que é uma cagadinha dessas, perto da descarga de merda que lhe cai sobre a cabeça cotidianamente? Nada. Mas aí prenderam o senador, o dólar voltou a subir e Cunha colocou o impeachment de volta na mesa. E nem adiantou prenderem o banqueiro amigo de Aécio. O amigo de Lula é que pegou como manchete. Ficou pesado olhar o feed.

Mas Dilma só está neste texto mesmo por causa disso aqui: a dancinha dos deputados aliados contra o impeachment. Eu cortaria relações se me aprontassem uma dessas.

Peça publicada pela equipe de social media da presidência

Nesta semana, foi a vez de José Serra e Alckmin provarem que o PT não monopoliza a arte do vexame virtual. O primeiro, Serra, quis dar uma de vítima de Haddad, o prefeito malzão que toca guitarra e anda de bicicleta, e foi se reclamar no Facebook por supostamente ter enfrentado dificuldades para chegar à casa de um amigo nas proximidades da Avenida Paulista no último domingo. E aí aproveitou para tirar uma foto da via vazia e dizer que seu fechamento dominical para lazer era um fracasso. O pobrezinho só não percebeu que, com poucas linhas de texto e uma simples imagem, deu munição para lhe metralharem pesadamente. Vejam vocês mesmos:






Já Alckmin, em meio a toda a tensão das ocupações de escolas em protesto contra o fechamento de cerca de 100 unidades de ensino por seu governo, resolveu postar uma linda foto de crianças felizes e sorridentes entrando no que parece ser uma escola em inauguração. Talvez algum “ingênio” tenha tido um insight fabuloso: “Vamos mostrar que, ao contrário do que esses maloqueiros estão dizendo, o governo está mesmo é abrindo escolas”. Esse outro pobre diabo só não entendeu que uma foto de agência não é páreo para a enxurrada de outras fotos, vídeos e textos que estão circulando, dizendo o contrário e mostrando cenas como esta do print abaixo, em que um policial aparece apontando uma arma para estudantes. Tem mais aquiaqui, aqui e aqui.


Dezembro chegou. Mas, pelo menos para esses três, não trouxe boas novas. Novembro continua.


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